As contribuições da pesquisa-ação para a elaboração de políticas de formação continuada na perspectiva da inclusão escolar

Nome: MARIA JOSÉ CARVALHO BENTO
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 03/09/2019
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
MARIANGELA LIMA DE ALMEIDA Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
ANDRESSA MAFEZONI CAETANO Examinador Externo
ELDIMAR DE SOUZA CAETANO Examinador Externo
MARIANGELA LIMA DE ALMEIDA Orientador
MARILEIDE GONÇALVES FRANÇA Examinador Interno

Resumo: O estudo objetiva analisar as contribuições da pesquisa-ação colaborativo-crítica na construção de políticas de formação continuada de profissionais da educação, considerando a inclusão de alunos público-alvo da Educação Especial na Rede Municipal de Ensino de Marataízes-ES. Fundamenta-se nos pressupostos da Teoria do Agir Comunicativo de Jürgen Habermas na busca por sustentar as perspectivas teóricas, epistemológicas e metodológicas adotadas. A pesquisa-ação colaborativo-crítica constitui-se com pressupostos epistemológicos e metodológicos, tendo a relação pesquisador-participante como princípio para a elaboração de conhecimentos por meio do entendimento mútuo e da escuta sensível. Envolve como participantes em todo o processo a coordenadora do grupo de pesquisa (Grufopees/CNPq-Ufes), duas mestrandas, uma graduanda (bolsista de iniciação científica) e três gestoras da Secretaria Municipal de Educação de Marataízes-ES. Na produção de dados, vale-se de estratégias e instrumentos, tais como grupos de estudo-reflexão, grupo focal, mapeamento de documentos do Município, reuniões de planejamento e análise de dados censitários, registrando-os por meio de relatórios, transcrição de vozes gravadas e diários de campo. Aponta como resultados a necessidade de políticas para o atendimento ao público-alvo da Educação Especial e a formação continuada dos profissionais da Rede de Ensino. Evidencia as contribuições da pesquisa-ação nos processos vividos na relação entre pesquisadores-acadêmicos e pesquisados-gestores, principalmente da mudança de postura dos profissionais que se constituíram como pesquisadores, e na composição de grupos como dinâmica de estudo-reflexão e elaboração de políticas públicas. Sinaliza a potência da pesquisa-ação colaborativo-crítica nos processos formativos como outra racionalidade de produção de conhecimento, não mais positivista, mas comunicativa, o que possibilita a construção de políticas de formação continuada na perspectiva da inclusão escolar por meio da autorreflexão crítica.

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